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Narco News Issue #27
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É preciso diminuir os danos

“Nossa função é tornar menos agressivos os diferentes tipos de danos causados pelas drogas”, afirma Silvia Inchaurraga


Por Vivian Mannheimer
Bolsista da Escola de Journalismo Autêntico do Narco News

13 de fevereiro 2003

O primeiro programa de redução de danos em usuários de drogas surgiu na Holanda, ainda nos anos 80, por iniciativa de uma associação de usuários de drogas preocupados com a disseminação de hepatites entre usuários de drogas injetáveis. Hoje existem vários espalhados pelo mundo.

Silvia Inchaurraga é secretária-executiva da Rede Latino-americana de Redução de Danos (Relard), entidade que coordena projetos de proteção aos usuários no continente.

O programa é amplo e engloba desde substituição de drogas pesadas por substâncias menos nocivas às campanhas de informação e fornecimento de seringas descartáveis.

“Há quem não queira parar de consumir a droga e há quem não pode. Nossa função é tornar menos agressivos os diferentes tipos de danos causados por elas”, afirma Silvia.
A Relard tem estudos que mostram que 23% dos usuários atendidos por esse tipo de programa diminuem ou interrompem o uso. E indicam que em países como a Austrália, onde a política foi adotada há mais tempo, as taxas de HIV se mantêm abaixo de 5%.

Na América Latina, as medidas de redução de danos ainda são criticadas pelos que alegam que ela estimularia o consumo. Mas já há avanços.

Na Bolívia estão sendo realizados testes para substituir a cocaína e o crack pela mastigação da folha de coca. Na Argentina, o programa tenta substituir o ópio por buprenorfina, medicamento considerado legal, com acompanhamento médico, e que causa menos danos à saúde.
“Na Europa, o programa estimula o uso da metadona, outro medicamento, no lugar da heroina e a maconha pode ser uma alternativa para os que querem abandonar a cocaina e o crack”, aponta Silvia, que acrescenta que os testes vêm dando bons resultados em 70% dos casos.

Ela também aponta que ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os problemas causados pelas drogas, principalmente as injetáveis, não estão apenas ligados às questões de saúde, como a AIDS, hepatite ou overdose. “Esse é um problema social causado principalmente por políticas proibitivas de penalização aos usuários”, afirma.

No Brasil, o Ministério da saúde coordena mais de 60 programas de trocas de seringa. Pesquisas provam que essa medida não aumentou o consumo de drogas injetáveis e tem permitido aos que desejam, um maior acesso a tratamentos de abandono do vício.

O psicólogo Luis Paulo Guanabara, que durante anos trabalhou no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Usuário de Drogas (Nepad), diz que a relação custo-benefício favorece a implantação dos programas. “É muito mais barato investir em programas de substituição de seringas do que tratar a hepapatite e a Aids”.

O psicólogo está criando a PsicoTrópicos, ONG antiproibicionista do consumo de drogas. As principais metas são a descriminalização total do uso, difusão dos programas de redução de danos, substituição de drogas e a legalização da maconha, que passaria do grupo de substâncias ilícitas para o das controladas, como a anfetamina e ansiolíticos.

Full Disclosure: The author wishes to acknowledge the material assistance, encouragement, and guidance, of The Narco News Bulletin, The Narco News School of Authentic Journalism, publisher Al Giordano and the rest of the faculty, and of the Tides Foundation. Narco News is a co-sponsor and funder of the international drug legalization summit, “OUT FROM THE SHADOWS: Ending Prohibition in the 21st Century,” in Mérida, Yucatán, and is wholly responsible for the School of Authentic Journalism whose philosophy and methodology were employed in the creation of this report. The writing, the opinions expressed, and the conclusions reached, if any, are solely those of the author.

Apertura total: El autor desea reconocer la asistencia material, el ánimo y la guía de The Narco News Bulletin, La Escuela de Narco News de Periodismo Auténtico, su Director General Al Giordano y el resto del profesorado, y de la Fundación Tides. Narco News es copatrocinador y financiador del encuentro internacional sobre legalización de las drogas “Saliendo de las sombras: terminando con la prohibición a las drogas en el siglo XXI” en Mérida, Yucatán, y es completamente responsable por la Escuela de Periodismo Auténtico, cuya filosofía y metodología fueron empleadas en la elaboración de esta nota. La escritura, las opiniones expresadas y las conclusiones alcanzadas, si las hay, son de exclusiva responsabilidad del autor

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