<i>"The Name of Our Country is América" - Simon Bolivar</i> The Narco News Bulletin<br><small>Reporting on the War on Drugs and Democracy from Latin America
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Narco News Issue #31
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Narco News Renasce

Um financiamento de US$30.000 e um novo modelo para o Jornalismo Autêntico


Por Al Giordano
Editor

1 de janeiro 2004

Feliz Ano Novo, caros leitores….tenho boas notícias. A versão resumida:

O Narco News voltará a publicar – “informando sobre a guerra s drogas e a democracia na América Latina” – em questão de semanas.

Vocês podem literalmente pôr isso no banco: o Narco News está de volta.

Para mostrar nossa gratidão a todos vocês que tornaram isso possível, muito em breve nós vamos abrir as comportas editoriais do Narco News ao nosso confiavelmente crescente círculo de Jornalistas Autênticos, voluntários e contribuidores.

O que antes vocês podia ler, agora também vão poder escrever.

Se vocês nos ajudaram (ou em breve vão nos ajudar) com seu tempo, seu talento, ou com seu dinheiro, então vocês estão convidados a tornar-se um entre nossas centenas – e quem sabe milhares ou mais – de “co-editores”. Isso vai dar a vocês, entre outras oportunidades, a de comentar, imediatamente e sem moderação prévia, todos os assuntos que noticiarmos, e também dar suas próprias notícias e fazer seus próprios comentários sobre a situação latino-americana para todos os nossos leitores.

Vocês vão poder continuar contando com nossa equipe de Jornalistas Autênticos para ter notícias e reportagens direto do front. Na verdade vocês vão ler mais notícias do que nunca.

Além disso, o Narco News agora será interativo. Nenhum jornal que nós conhecemos até hoje abriu suas portas participação dos leitores tanto quanto estamos prestes a fazer. Nas próximas semanas, quando reorganizarmos nosso time de Jornalistas Autênticos, vamos também abrir um diálogo público, uma consulta para determinar como vamos reconstruir juntos esse monstro.

Apresentando o Fundo para o Jornalismo Autêntico

Primeiro, deixe-me apresentá-lo ao Fundo para o Jornalismo Autêntico, que vai permitir aos nossos jornalistas a liberdade de imprensa de ter a parte financeira separada da parte editorial do nosso jornal.

O Fundo para o jornalismo autêntico teve o Narco News e a Escola de Jornalismo autêntico como seus primeiros projetos. O Fundo está registrado agora no estado de Michigan, e solicitou o status 501c3, não lucrativo e livre de impostos, perante o governo federal dos Estados Unidos e nós acreditamos que essa aprovação saia em questão de meses.

Qualquer contribuição que você mande hoje para o Fundo para o Jornalismo Autêntico será dobrada por uma doação casada até um total de US$30.000. Nós já estamos em quase um terço do caminho. Com a sua participação, nós esperamos atingir essa meta até o quarto aniversário do Narco News, em 18 de abril de 2004.

Sendo uma “doação casada”, nós só a receberemos se levantarmos essa mesma quantia com a ajuda de vocês. Ajudem-nos a comemorar o triunfo do Jornalismo Autêntico sobre as tentativas do Dinheiro Grande de mandar em toda a mídia, e junte-se celebração com uma contribuição de qualquer tamanho, não importa quão grande ou pequena, e mande-a para:

The Fund for Authentic Journalism
P.O. Box 71051
Madison Heights, MI 48071 USA

Ou você pode doar via cartão de crédito no site do Fundo:

http://www.authenticjournalism.org

O que você doar hoje será dobrado pela doação casada. Se você doar 50 dólares, sua contribuição vira 100. Se você der 250 dólares eles vão se tornar efetivamente uma contribuição de 500 dólares. Contribuições muito pequenas – uma nota de um dólar, de 5 dólares, de 10 ou 20… – são agora duplamente importantes para esse esforço.

Sua contribuição, assim que o cheque ou pagamento via internet for compensado, aparecerá em um gráfico no site do Fundo para o Jornalismo Autêntico, que medirá nosso progresso em direção ao nosso objetivo.

Isso ainda não é tudo: sua contribuição de qualquer tamanho, por menor que seja, ou mesmo uma contribuição que não seja em dinheiro, mas doando seu tempo e seu trabalho, irá aproximá-lo muito mais do nosso círculo: você será convidado a dar sua voz no Narco News de uma maneira que nenhuma outra organização de mídia se atreveu a fazer antes.

O nascimento da Democracia Doadora

Em questão de semanas o Narco News vai revelar um novo modelo de jornalismo, que nós chamamos de Democracia Doadora, no qual cada um dos colaboradores se tornará co-editor.

Os co-editores serão convidados a comentar o trabalho dos nossos jornalistas, e terão igualdade de voz na assembléia pública dinâmica e interativa que esse jornal está prestes a fundar. Duas verdades estarão frente desse discurso: a primeira é que todas as doações de qualquer tamanho vão ter o mesmo peso e garantir o mesmo acesso, e a segunda é que as doações podem ser de muitas formas, não só em dinheiro.

Nos últimos anos, o Narco News cresceu bem rápido… rápido demais… E nós, o time de Jornalistas Autênticos que investiga, noticia, e traduz as notícias não pudemos acompanhar o tamanho da explosão do que nós mesmos fizemos.

Nós suspendemos a publicação e nos voltamos para a Sociedade Civil: vocês leitores.

Vocês responderam com conselhos e idéias, muitas das quais nós já estamos implementando. Vocês construíram uma nova organização, o Fundo para o Jornalismo Autêntico, para tomar conta da parte de captação de recursos e proteger nossos jornalistas de pressões externas. E vocês contribuíram com mais de US$9.000 em promessas de doação (sem nem mesmo ter certeza de que sobreviveríamos para publicar de novo, obrigado, especialmente, por sua fé e esperança), mais a oferta que nós anunciamos hoje de uma doação casada de US$30.000 que, além de trazer o Narco News de volta em questão de semanas, vai criar condições para que nós nunca mais sejamos dependentes de grandes doadores para fazer nosso trabalho.

Se você nos doou, nos últimos quatro anos, dez dólares ou dez mil dólares, ou se você não deu dinheiro nenhum mas contribuiu com o trabalho de escrever uma notícia que nós publicamos, se você estudou ou deu aulas na Escola de Jornalismo Autêntico, ou se você se voluntariou para nos ajudar como designer gráfico ou programador, ou se você organizou algum evento para a gente, nós te ofereceremos uma conta de co-editor gratuita no News. Esta conta – sujeita a pouquíssimas mas firmes regras de conduta, para nos manter dentro da lei e não chatos – vai autorizar vocês a comentar livre e imediatamente sem filtros prévios, tudo o que for publicado. Nós ainda vamos manter uma seção de cartas ou comentários, com moderador, para que os leitores também possam fazer ouvir suas vozes, sendo ou não doadores.

Sejamos claros: nós não vamos cobrar nem exigir assinaturas pagas para a leitura do Narco News. Todo o conteúdo do site vai continuar a ser aberto para todos os leitores de qualquer parte. Mas nós vamos oferecer funções interativas especiais para colaboradores, não importa o tamanho da contribuição, ou se ela foi feita em dinheiro ou trabalho, para que vocês também possa falar através do nosso jornal.

Até agora, mais de 200 de vocês doaram para o Narco News, através do nosso patrocinador fiscal anterior, Live Art 1st, ou doaram para o nosso fundo de proteção “Guerra s Drogas sob Julgamento”. Nós já contamos com vários Jornalistas Autênticos que publicaram ótimos trabalhos em nossa páginas, ou participaram da nossa Escola de Jornalismo. Se você é uma desses caras, que já esteve nos ajudando a construir e defender esse jornal online, você pode se registrar agora mesmo na sua conta de co-editor. É só usar esse link para nos ajudar a verificar quem você é e sua contribuição passada, e sua conta de co-editor já estará te esperando quando recomeçarmos a publicar, daqui a algumas semanas.

Como os leitores mais antigos já sabem, nosso jeito de fazer jornalismo foi grandemente influenciado pelo modelo de “democracia vinda de baixo”, começado, fortuitamente, dez anos atrás por um levante dos rebeldes indígenas Zapatistas de Chiapas. Este modelo deu origem ao Narco News e ao movimento Jornalismo Autêntico (e, não inconseqüentemente, ao movimento mundial contra a globalização vinda de cima). Nós também incorporamos outros movimentos “de multidão” (grassroots), dos Círculos Bolivarianos na Venezuela aos modelos indígenas de El Alto, Bolívia, e muitos outros, ao nosso novo modelo de Democracia Doadora.

Pela primeira vez nós estamos vendo algumas inovações ocorrerem nos Estados Unidos que sugerem um novo modelo de financiamento da mídia e do jornalismo. Mas elas ainda não foram aplicadas no jornalismo: de certa forma, foi no domínio da política que as sementes da democracia econômica começaram a se desenvolver. Nos últimos meses, nós observamos e aprendemos assistindo ao modo de organizações como Moveon.org, MeetUp.com, e algumas campanhas presidenciais, bem como “blogueiros” em geral, abriram as portas a uma participação mais autêntica vinda “de baixo”. O movimento de democracia-vinda-de-baixo agora cruzou a fronteira para dentro dos Estados Unidos e está evoluindo pra ir de encontro necessidade de uma mudança político-eleitoral. Por que não incorporar essas inovações edição jornalística, também?

A captação de recursos na política, por exemplo, foi transformada pela internet: esse ano marcou a primeira vez em que pequenos doadores começaram sobrepujar os poucos grandes doadores que antes compravam e pagavam por todo o sistema político da Gringolândia. Aconteceu uma mudança de paradigma no modo como a política e as campanhas sao financiadas. Isso é exatamente o que nós vamos fazer com o Narco News e, conseqüentemente, com todo o jornalismo: expulsar o poder do Dinheiro Grande. Com a sua participação, nós vamos aplicar este modelo em uma nova maneira de financiar o jornalismo e a mídia: através da criação de um espaço para muitos – os leitores e a Sociedade Civil – literalmente tirarem o poder das nossas mãos e das mãos de outros. Ajudem-nos a gerar esse poder das pessoas, e você o dividirá com a gente.

Obviamente, as necessidades de um exército guerrilheiro em Chiapas são diferentes das de uma campanha eleitoral, não importa se nos EUA ou no Brasil ou na Venezuela. Da mesma forma, as necessidades de um jornal online internacional, de seus jornalistas que fazem um trabalho perigoso ao pôr a integridade em primeiro lugar, de seus leitores, e dos seus estudantes de jornalismo, todas vão compartilham alguns elementos enquanto outros serão necessariamente exclusivos e distintos. Mas todas elas tem uma coisa em comum: se abrirmos nossas portas a uma participação mais autônoma e mais livre da Sociedade Civil, todo mundo ganha.

Assim, dentro de quatro a seis semanas, quando o Narco News começar a noticiar outra vez, e o Fundo para o Jornalismo Autêntico estiver funcionando a todo vapor, nossas comportas estarão abertas para vocês.

O que aconteceu no outono passado?

Nos nossos primeiros três anos e meio de publicação, rapidamente nos tornamos influentes a ponto de, s vezes, mudar positivamente o rumo da história desde o México até a Venezuela e a Bolívia e outros lugares, só por documentar, noticiar e traduzir, os verdadeiros fatos do jornalismo que a Mídia Comercial ignorou e freqüentemente distorceu.

O Narco News ficou enorme, mas não o suficiente para proteger nossos próprios jornalistas da reação que houve quando forças poderosas notaram a simples existência de um estilingue chamado Jornalismo Autêntico estava derrotando seu Golias e seus planos antidemocráticos para a nossa América.

Depois de termos repelido o ataque de banqueiros milionários contra nossa liberdade de imprensa, em dezembro de 2001, um precedente legal histórico veio na forma de uma decisão judicial que garantiu os direitos da Primeira Emenda para todos os jornalistas da internet em geral, e especificamente, pelo nome, para nós. Parecia que a sorte tinha feito o Narco News invencível.

Bem, nós não éramos invencíveis.

Nós éramos só um pequeno grupo de jornalistas rebeldes com uma missão, uma visão que nós chamamos de autenticidade, e muitos seguidores, a quem nós demos tudo sem pedir nada em troca.

Mas assim como nós crescemos e mudamos, a resposta do mundo ao nosso redor mudou também. Nós tivemos a sorte de, em 2002 e 2003, ser capazes de, com a generosidade de uns poucos, juntar com dificuldade aproximadamente US$60.000 para alimentar nossos jornalistas, reembolsar algumas das viagens e despesas para cobrir estas notícias, e treinar promissores jornalistas pela Escola de Jornalismo Autêntico. Mas esses fundos vieram de pouquíssimas fontes, a maior parte delas (mas não todas) gostava principalmente da nossa forma de noticiar uma só questão: a guerra s drogas na América Latina.

Acabar com a proibição das drogas é uma questão central da nossa missão, como foi explicado no nosso Estatuto de Abertura. E continua sendo assim. Não estamos atrás de ninguém no que diz respeito a dar nosso sangue e suor por essa luta. Muitos dos nossos jornalistas e eu estamos nessa luta há três décadas. E estar nos campos de batalha por toda a América Latina logo nos deu acesso a uma informação valiosa: que se a reforma da política de drogas continuar avançando na América Latina, só vai ser pelo mesmo caminho pelo qual já vem avançando: pelo crescimento – e defesa – da Democracia Autêntica na região. Cada retrocesso em direção a regimes ditatoriais e colonizados do passado constitui um revés no progresso da política de drogas, além de todas as outras questões.

Era natural que o assunto “guerra s drogas” virasse parte inseparável do assunto democracia, e vice-versa. O primeiro momento decisivo veio em abril de 2002, na Venezuela, quando o Narco News foi o que os jornalistas chamam de pivô, expondo uma tentativa de golpe de estado neste país. Os leitores – cuja atenção crescente podia ser demonstrada pelo número de visitas, pelos links de outros sites ao Narco News, pelos e-mails e cartas ao editor – entenderam porque aquilo era importante. A atenção mundial e a resposta ao nosso pequeno website cresceram drasticamente naqueles dias. Virtualmente toda a América Latina entendeu a importância daquela pauta.

Derrotada a tentativa de golpe, vieram, rapidamente os ciclos de eleições de 2002 em três outros países… em junho foi a Bolívia… em outubro, vieram Brasil e Equador… e demonstraram ao mundo que uma mudança na maré está a caminho na América Latina, e que essa mudança está avançando através das urnas. Quando nós dissemos que ia acontecer uma mudança política, lá em 2000, e que isso teria conseqüencias para a “Guerra s Drogas” imposta pelos Estados Unidos, poucos acreditaram em nós. Hoje em dia, todo mundo – até mesmo os inimigos do processo – aceitam esse fato. Nós noticiamos extensivamente essas mudanças básicas. Em dezembro de 2002, os inimigos desse renascimento democrático, já quase derrotados, tentaram um último golpe econômico na Venezuela, que a mídia comercial chamou de “greve”, mas foi, de fato, um locaute autoritário dos ricos para prejudicar a maioria pobre e trabalhadora.

Nós cobrimos isso também, e foi aí que os nossos problemas começaram – levando a conseqüências muito maiores que um processo milionário jamais havia nos causado.

Um de nossos maiores doadores, de cuja generosidade nós tínhamos nos tornado, olhando em retrospecto, dependentes demais, nos sugeriu – logo depois que nós ajudamos a derrotar aquele golpe, numa época em que nosso público se agitava e explodia em número – que ele queria menos notícias de Venezuela e mais de guerra s drogas, que ele desejava que fosse o único assunto coberto por nós. Nós nunca vimos isso como uma questão de escolher um ou outro. Mais da metade das nossas notícias eram dirigidas exclusivamente guerra s drogas. Nosso pequeno e inadequado orçamento ainda significava que nossos jornalistas estavam producindo tanto do que ele e outros consideravam notícias puramente sobre guerra s drogas, que se nossos jornalistas recebessem algum pagamento, estariam trabalhando por menos que um salário mínimo, estando abaixo da linha de pobreza.

Trabalho também significa dinheiro. O “valor monetário” do nosso trabalho, de fato, pelos padrões de mercado, excediam todo o dinheiro recebido dos doadores pelo nosso trabalho. Nós ainda estávamos cobrindo o resto da história –a parte sobre democracia – de graça, doando nosso tempo e trabalho. Nenhuma publicação honesta poderia ou deveria tentar separar a cobertura da democracia e da política de drogas. Os que fizeram isso caíram nas mesmas armadilhas inautênticas que fizeram com que os enganadores da Mídia Comercial estejam hoje afundando na areia movediça da desonestidade. Nós mantivemos nossos olhos postos na nossa missão como nós a definimos, e não mudamos nossas prioridades editoriais, então talvez não surpreeenda que nós aparentemente perdemos um grande doador no processo. Ele percebeu, conforme expressou em um e-mail a um de nossos jornalistas, que ele não queria pagar pelo que ele chamou de cobertura do “socialismo e comunismo latino-americanos”. Aparte nossa própria sensibilidade aos rasgos macartistas dessa colocação, ele tem o direito a suas opiniões e suas prioridades. Mas nós honestamente discordamos. Nós teríamos preferido ter essa conversa sob os olhos do público. Bem, agora que todos os nossos doadores, pequenos ou grandes, passados ou atuais, terão igual acesso para que suas vozes sejam ouvidas no Narco News, talvez essa conversa continue algum dia no único lugar onde deve acontecer: não nas sombras, mas luz do dia.

O que uma pessoa chama de “socialismo e comunismo latino-americanos”, nós enxergamos como democracia. Quando a transformação é refletida e medida “do jeito americano”, nas urnas, e a eleição é livre e justa, isso é democracia. Nós nunca apoiamos candidatos ou partidos políticos: não vemos isso como parte da nossa missão. Nosso credo é deixar que as pessoas decidam. Mas sempre que uma eleição autêntica aconteceu em qualquer parte da nossa América, depois de anos de ditaduras, golpes e fraude eleitoral, nós sempre contamos reforços do lado das eleições livres e justas, e das regras constitucionais onde elas são justas e livres.

Isso pode parecer ridiculamente óbvio, mas precisa ser dito em voz alta: em um tempo como o atual, em que essas mudanças pró-democracia estão claramente transformando os posicionamentos públicos e a política de drogas na América Latina (como nós já mostramos em centenas de notícias novas), noticiar a mudança em si é uma parte importante de cobrir verdadeira e precisamente a guerra s drogas ( A América Latina está provando que políticas monotemáticas são uma forma auto-enganosa de miopia, especialmente no que diz respeito reforma da política de drogas, e esperamos que isso um dia seja aceito como verdade ao norte da fronteira assim como o é ao sul). Mas, ainda, nossa independência editorial tinha seu preço: nossa recusa em conformar nosso conteúdo aos desejos expressos de um grande doador evidentemente nos causou a perda de metade do nosso orçamento anual anterior, deixando nossos jornalistas perigosamente desprotegidos no campo de batalha.

Então, em outubro passado, nós tivemos que tomar uma decisão que muitos em América Latina tiveram que tomar, ao longo da história, quando confrontados com desejos conflitantes vindos de cima. Como Zapata disse: morrer de pé ou viver de joelhos.

Por sorte, e graças a muitos de vocês, nós nos mantivemos de pé sem ter que morrer.

Como o lutador Mohammed Ali, triturado pelo maior e mais forte boxeador George Foreman, durante a famosa luta na Africa, nós estivemos na corda por vários rounds, num estado aparentemente suspenso, mas ainda em pé, capaz de voltar hoje com nosso soco nocauteante contra todos os pretensos censores futuros.

Nós nos voltamos para a Sociedade Civil dois meses atrás perguntando o que fazer…

E a Sociedade Civil respondeu… Ali Bumaye!

O Narco News, eu repito, vai estar noticiando, logo.

Logo quando? Isso, em parte, depende de vocês, mas de qualquer forma, ele deve estar bem em um mês.

Como foi que nós voltamos?

Essa parte da história é muito mais divertida e alegre: pouco depois que o Narco News suspendeu sua publicação, nove semanas atrás, um outro de nossos principais doadores, Professor George Salzman, de Oaxaca, Mexico, tinha um ponto de vista diferente, e trouxe-o luz. Do seu website pessoal e sua lista de e-mails, ele lançou a campanha junto Sociedade Civil para salvar o Narco News.

Então um leitor de Michigan, Andrew Grice, se juntou a essa campanha e assumiu um papel histórico. Grice juntou-se a Salzman e outros exercendo uma autêntica liderança “de base”, grassroots, e juntos formaram, com outros amigos e aliados de longa data, uma nova fundação – o Fundo para o Jornalismo Autêntico – que fez da ressurreição do Narco News e da Escola para o Jornalismo Autêntico seus dois primeiros grandes projetos.

A formação do Fundo para o Jornalismo Autêntico (que está registrado no estado de Michigan e entrou com o processo de requisição do status 501c3 não-lucrativo, livre de impostos) permite que agora nós mantenhamos uma clara divisão entre a parte financeira e a parte editorial do jornalismo que é a pedra angular de toda a ética jornalística e sem dúvida a prioridade da Primeira Emenda, presente em toda democracia autêntica.

Nós, como Autênticos Jornalistas, temos a sensação de ter ganho o melhor de todos os presentes: nossa independência editorial a longo prazo. Olé!

Enquanto os leitores comuns e patrocinadores mandavam pequenas doações, Grice entrou em contato com cada um dos grandes doadores anteriores buscando ajuda para a campanha junto Sociedade Civil. O líder de um deles, Ethan Nadelmann da Aliança para a Política de Drogas de Nova York, deu uma resposta afirmativa a Grice, dizendo que ele e suas organizações tentariam ajudar.

Alguns dias atrás, o Fundo Tides para a Reforma da Politica de Drogas –afiliado APD de Nadelmann, tomou uma atitude heróica e aumentou sua concessão máxima para organizações latino-americanas de US$25.000 para US$30.000, e fez dela uma “doação casada”. Isso significa que se conseguirmos – vindos de você, gentil leitor – um adicional de US$30.000, nós teremos nosso orçamento mínimo básico para 2003, e estaremos aptos a cobrir tanto ou mais notícias que no ano passado, e poderemos continuar treinando a nova geração através da Escola de Jornalismo Autêntico.

A campanha junto Sociedade Civil do Professor Salzman já nos trouxe US$4.200 (a maior parte do quais foi para pagar os jornalistas a quem nós devíamos por trabalho já feito, e para manter no ar os arquivos do nosso website, muito obrigado a todos vocês): nós estamos esperando uma decisão para saber se esses US$4,200 poderão ser contados para a doação casada do Fundo Tides.

Além disso, nós recebemos US$5.000 em promessa de doação, metade dos quais de um dos nossos históricos doadores, o Fundo para os Direitos Humanos na América Latina da Fundação Angélica, metade de outros cidadãos. A concessão paralela do Fundo Tides vai transformar isso em mais US$5.000… Então nós já temos pelo menos um sexto do caminho andado para chegar ao nosso orçamento anual mínimo.

O que nós precisamos agora de vocês é um fluxo imediato de doações para dar a partida no Narco News outra vez e trazer mais dessa doação casada para o nosso orçamento de guerra.

O ponto final: No começo de 2004, assim que for humanamente possível, o Narco News vai começar a noticiar outra vez.

Vocês conseguiram.

Para o desgosto dos guerreiros anti-drogas de Washington a Wall Street, dos correspondentes inautênticos da Mídia Comercial, dos usurpadores da democracia autêntica que comemoraram nossa morte aparente, o Narco News agora está no limiar de um retorno.

Nós também gostaríamos de agradecer ao nosso antigo patrocinador – LiveArt1st – e sua tesoureira Andrea Smith em Nova York por ter nos ajudado com tanta competência nos últimos quatro anos. O LiveArt1st, que patrocinou muitos escritores, jornalistas, atores, artistas, fechou suas portas e sua conta bancária ontem: por favor não mandem mais suas contribuições para lá. Em vez disso, mande, hoje mesmo, suas contribuições para o Narco News dar a partida, fazendo seu cheque para o Fundo para o Jornalismo Autêntico.

Nós gostaríamos de agradecer publicamente a todos da Sociedade Civil que se recusaram a deixar o Narco News morrer, especialmente o Professor George Salzman, Andrew Grice (que agora é o tesoureiro do Fundo para o Jornalismo Autêntico), a Fundação Angelica,o Fundo Tides para a Reforma da Política de Drogas, e cada um de vocês que participou e doou na campanha junto Sociedade Civil para salvar o Narco News.

A meta é expandir a “narcosfera” a 1.000 doadores, a maioria das quais com modestas contribuições em tempo ou dinheiro: mil pessoas que tomarão um posição a favor do Narco News e fazer parte de seu renascimento.

Em muito pouco tempo vai existir um quadro no site do Fundo para o Jornalismo Autêntico medindo a resposta primeira meta do Fundo: 1.000 doadores. O progresso em direção meta dos $30.000 de concessão paralela também vai ser medido e atualizado.

Nossa meta é atingir estes US$30.000 até o nosso quarto aniversário – 18 de abril de 2004 – e ter 1.000 contribuidores até o final do ano que vem. Nós precisamos mostrar ao mundo – não só aos grandes doadores potenciais mas aos nossos concorrentes da Mídia Comercial – que existe apoio da multidão ao Autêntico Jornalismo e missão específica do Narco News: cobrir a Guerra s Drogas e a democracia na América Latina. Nós pedimos sua ajuda para mostrar a todos que existe um apoio da maioria que entende que os assuntos de acabar com a Guerra s Drogas imposta pelos Estados Unidos, a Democracia Autêntica e o Autêntico Jornalismo ascendem e decaem juntos: que o enfoque monotemático da política e, da mesmo forma, do jornalismo não são mais viáveis em um mundo globalizado.

Nós sabemos que vocês perceberam. Nós podemos medir pela quantidade de visitas dos leitores ao nosso website, e seus muitos comentários nos últimos quatro anos: as pessoas entendem que tragédias como a proibição das drogas assim como outras ameaças aos direitos humanos, s eleições livres, a uma imprensa livre, ao ambiente, aos direitos dos trabalhadores, aos indígenas, e a todos da maioria não mais silenciosa da América Latina, só podem ser desmantelados pela democracia autêntica e pelo jornalismo autêntico.

Nós já destruímos o molde da versão corrupta e obsoleta do jornalismo e da organização social. Agora nós precisamos construir um novo modelo, e demonstrar como ele pode funcionar.

Roma não foi reconstruída em um dia, e nem o Narco News vai voltar a todo vapor imediatamente. Como qualquer pássaro com grande envergadura, o maior trabalho é fazê-lo decolar. Nós calculamos que vai levar de quatro a seis semanas para reconstruir nossa máquina de guerra de jornalismo autêntico e começar a noticiar de novo. Nós já designamos alguns jornalistas latino-americanos importantíssimos que vocês já conhecem e adoram ser membros permanentes do nosso núcleo jornalístico. Mas – uma vez que nós não sabemos com que velocidade os fundos vão chegar – nós precisamos da sua contribuição, hoje, de preferência com a iminência de uma contribuição online com cartão de crédito, porque nossos jornalistas centrais ainda não contam com os recursos que permitam que nos encontremos em uma única localização geográfica durante este mês de de janeiro para finalizar a criação da nossa estratégia para 2004.

Este é provavelmente meu último apelo a vocês por fundos. No futuro, no que diz respeito a captação de recursos, quem vai falar com vocès serão o Andrew Grice ou outras pessoas que apóiam o Fundo para o Jornalismo Autêntico. Andrew agora está com o bastão, e o chapéu tem que ser passado.

Eu ainda vou querer suas idéias, talentos, trabalho e jornalismo, que são tão importantes quanto os recursos monetários para o renascimento do Narco News e do Jornalismo Autêntico. Resumindo: agora nosso avião de guerra tem duas asas.

O que querem os leitores?

Seu papel-chave neste novo modelo será construído consultando vocês, leitores e amigos.

Por exemplo:

  • Você gostaria de participar uma seção de comentários no Narco News que fosse expansiva, móvel, “em tempo real”?
  • Você gostaria de encontrar outros leitores do Narco News na sua cidade, atráves de “Círculos Narco News”, montados em um modelo emprestado dos grupos Meet Up, Círculos Bolivarianos e afins?
  • Você gostaria de, como membro dos Círculos Narco News, viajar por toda a América Latina, América do Norte e outras partes do mundo para encontrar novos aliados e amigos parecidos, onde você fosse, que partilhassem interesses e objetivos em comum?
  • Você gostaria de participar da próxima sessão da Escola de Jornalismo Autêntico do Narco News, na região plantadora de coca de Chapare na Bolívia? Ou você conhece um promissor grande jornalista que você gostaria de indicar para receber uma bolsa de estudos da Escola de Jornalismo?
  • Você gostaria de ler no Narco News weblogs dos nossos alunos de Autêntico Jornalismo e outros especialistas em guerra s drogas e democracia na América Latina, publicados e atualizados o dia inteiro, respondendo a e corrigindo distorções da Mídia Comercial, também com seus comentários, em inglês, espanhol ou português, ou em diversas línguas?
  • Você gostaria de, como leitor, votar com os outros leitores, tomar decisões sobre quais desses comentários dos blogs, ou comentários de co-editores respondendo a eles, terão link na página principal do Narco News ou outros websites da nossa crescente comunidade de Jornalismo Autêntico? (É isso mesmo, nós estamos dispostos a até dividir com vocês a Primeira Página. Que outro jornal faria isso?)
  • Você gostaria de ser um repórter ou estagiário do Narco News?
  • Você gostaria de aprender espanhol, inglês ou português, ou como traduzí-los, e participar do time de tradutores da “narcosfera” de weblogs e sites do Narco News na América Latina e outros lugares do mundo?
  • Você gostaria de poder bater papo ao vivo com outros membros dos Círculos Narco News?
  • Você gostaria de participar da nossa equipe técnica, com nosso webmaster Dan Feder,como programador de computadores, ajudando-nos a projetá-lo e refazê-lo e satisfazer as necessidades da Sociedade Civil em participar do renascimento do Jornalismo Autêntico?
  • Você gostaria de assistir a e estar presente em assembléias, discussões, eventos do Fundo para o Jornalismo Autêntico, festas e salões do Salón Chingón, fóruns da Escola para o Jornalismo Autêntico, ou eventos semelhantes, na sua cidade ou em outros lugares?

Essas são só algumas das possibilidades nas quais já estamos trabalhando. Algumas podem ser postas em prática com facilidade e pouco dinheiro. Outras vão pedir sua energia e participação. Outras, ainda, vão exigir que atinjamos nossa meta inicial de US$30.000 até 18 de abril de 2004, e depois ir em frente para superar e expandir essa meta.

Mas, antes de tudo, vai precisar da sua resposta, e de uma resposta saudável dos outros, para tornarem-se os “1.000 Autênticos” do Fundo para o Jornalismo Autêntico. Os “1.000 Autênticos”serão cordialmente convidados a participar em muitos projetos como estes acima.

Nós temos sorte de o Narco News já ter a melhor das bases –isso seria muito mais difícil de fazer começando do zero:

  • Um legado de 900 notícias originais e traduções nos arquivos do Narco News, que são longamente citadas, consideradas, “linkadas” por outras publicações, e continuam as favoritas dos mecanismos de busca em qualquer lugar. O Narco News continua sendo a única publicação do nosso tipo a ter todos seus repórteres linkados pelo Google News, uma das fontes favoritas de todos os jornalistas do mundo.
  • O único maior público leitor de qualquer publicação online desse tipo que cubra a guerra s drogas em inglês, espanhol ou português… Ou qualquer publicação online que cubra a democracia latino-americana em inglês… E a única, obviamente, que faz os dois.
  • Uma base de mais de 200 pequenos colaboradores com os nossos esforços anteriores, incluindo o fundo para a defesa legal Guerra s Drogas sob Julgamento em 2001.
  • O apoio do Fundo para o Jornalismo Autêntico para implementar a “parte financeira” do nosso trabalho ( e proteger nossos jornalistas de ter que cruzar essa linha).
  • Trinta formados da Escola de Jornalismo Autêntico do Narco News e nossa rede que conta com os melhores escritores e professores contribuidores.
  • Uma ativa comunidade de comentadores on line que já participaram do Fórum de Leitores do Narco News e do meu blog, BligLeftOutside, entre outros sites.
  • Uma decisão histórica da Corte Suprema de Nova York protegendo nossos direitos concedidos pela Primeira Emenda como membros de uma imprensa livre.
  • Uma base de mais de 2.300 assinantes que se se registraram por iniciativa própria para receber nossas mensagens de alerta em inglês, português e espanhol, atualmente pelo Yahoogroups.

O Jornalismo é um poder a ser partilhado

Hoje, essa é a minha mensagem central a vocês leitores e boas pessoas da Sociedade Civil que se recusaram a deixar o Narco News desaparecer:

Jornalismo significa poder. Como autênticos jornalistas, nós procuramos dividir esse poder com as pessoas e, sempre que for possível, deve ser feito sem nos pôr em perigo ou nos corromper, a nós ou aos nossos repórteres ou – Deus proteja – ficarmos chatos, e procuramos também criar, com a sua colaboração, um espaço pelo qual vocês podem tomar para vocês o poder que nós construímos.

Nosso modelo anterior criou uma rachadura no sistema ao servir aos muitos pela generosidade de poucos e fazendo-o de maneira tão convincente que, ao contrário de outros empreendimentos semelhantes, não perdeu o público por se tornar tedioso. E realmente funcionou.

Mas só funcionou até que nós nos tornamos tão grandes que essa rachadura foi fechada.

A próxima fase do Narco News vai continuar com a mesma missão vital – o Jornalismo Autêntico tem que servir aos muitos, cobrindo a guerra s drogas e a democracia na América Latina – mas através de uma fonte de poder diversa: a participação e a generosidade de muitos, com o Fundo para o Jornalismo Autêntico servindo como a estação física dessa fonte de poder, o maior poder que já existiu: as pessoas.

As comportas se abrirão por completo em fevereiro.

Sabemos que abrindo essas portas nosso projeto evoluirá e se transformará.

O mais importante: ele vai mudar pela única direção que nós aceitamos e ainda mantém nossa integridade: vindo de baixo, das pessoas, da Sociedade Civil, e nunca por ordem dos ricos. A mídia já agüentou isso por tempo demais, e a democracia está morrendo porque o Dinheiro Grande rege toda a mídia.

Sobre como vai ser a mudança, convido vocês a comentar em uma sessão pública de brainstorming no meu weblog nessas semanas de janeiro antes do reinício do Narco News:

http://www.bigleftoutside.com/

Essa discussão vai ajudar a determinar como o Narco News vai sair da catacumba, inclusive como a seção Comentários dos Leitores do Narco News e outras idéias participativas mencionadas anteriormente vão ser ampliadas para fazer do Narco News um novo modelo da participação pública no jornalismo.

Vocês já nos ajudaram a reescrever o livro de como o jornalismo pode e deve ser praticado. Nossos primeiros três anos e meio foram uma aventura e tanto.

Como diz nosso amigo, cúmplice e co-presidente da Escola de Jornalismo Autêntico, Mario Menéndez Rodriguez, quando ele começa cada uma de suas assembléias públicas de seu jornal em cidades por toda a Península de Yucatán:

“Eu tenho minha verdade, você tem a sua, e somente juntos poderemos criar uma verdade maior.”

Agora nós pedimos a vocês para participar da reescritura desse jornal que subverte e destrói os velhos e corruptos modelos da mídia, do jornalismo, e do ativismo, e traz um modelo novo e melhor.

Isso já está acontecendo – vindo da América Latina e agora até mesmo na América do Norte – na política, com novos modelos de democracia que estão sendo construídos por baixo, pela multidão.

Nós estamos aqui para ter certeza de que isso vai acontecer também no jornalismo e na mídia.

De algum lugar, mais uma vez, em um país chamado América,

Al Giordano
Editor
Boletim do Narco News
http://www.narconews.com/
narconews@hotmail.com

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P.O. Box 71051
Madison Heights, MI 48071 USA
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